quinta-feira, 28 de abril de 2011

Felicidade...

Fui convidado hoje a falar sobre felicidade num espaço de radio do Kamba Madureira, na radio do Kuanza-Sul.
Mas este é um tema subjectivo, pois para quem vive num país com poucas profissões é difícil falar em felicidade. aprendemos que  a felicidade esta nas coisas simples da vida, mas esta gente da minha terra nem tem as coisas simples da vida, apesar de termos uma herança natural fabulosa, não existe turismo e nem bolso que leve a gente a estes lugares maravilhosos que a nossa terra tem.
somos poucos os que podemos ainda desfrutar de arte e poesia que a vida tem, porque o dia a dia aqui na banda só vendo, a vida aqui faz-me lembrar o livro de Paulo Coelho a senhorita Prim!
é preciso ensinar a gente da nossa terra a ser feliz!

sábado, 16 de abril de 2011

PR:somos herdeiros da pobreza!

...assim ficamos esclarecidos de uma vez por todas que a pobreza em angola é uma herança deixada pelos nossos antepassados, no discurso do PRESIDENTE, e no nosso entender, é melhor então não termos governos eleitos porque eles não vão combater a pobreza, mas sim, limitar-se a gestão da mesma por ser uma herança e passa a ser um património cultural.
Todos de bom ouvido e olhos assistimos a este discurso na televisão publica, e ficamos a saber que  apesar de ter nascido pobre e hoje ser um homem rico, o PR ainda acredita que a pobreza possa ser uma herança, quando os seus pais e a vida mostraram-lhe o contrario!
Que imagem ficamos então nós os jovens pobres desta nação a ouvir o líder a admitir isso publicamente, ou a gente não pensa e reflecte sobre as palavras que nos dizem apesar de sermos menos intruidos ou mal intruidos neste sistema de ensino que nos ensinou a interpretar bem as poesias de António Jacinto e Agostinho Neto que foram de uma época colonial e hoje estamos numa época que se quer DEMOCRÁTICA, que analogias foram aquelas que se fez no discurso para nos mostrar que a pobreza é uma herança!!!
NÃO ACREDITO NISSO!
não somos herdeiros de uma pobreza e como se referiu bem no discurso: foram os erros dos sistemas de governação que não souberam responder as expectativas do povo. E estes erros de corrupção e ditaduras é que nos tornam pobres, porque uns nascem pobres e enriquecem e dominam os demais deixando- os pobres e miseráveis.
Devemos buscar nestas poesias o espírito revolucionario e patriótico e ensinar os jovens a conquistarem e não a aceitar que são pobres por uma herança, já vai o tempo de sentar a volta da fogueira ouvir o avo e não comentar, e quem dera se realmente tivéssemos rádios comunitárias como se referiu no discurso, pelo pais! Isso é de rir porque nem em Luanda as tais rádios privadas chegam a todas as casas, e aqui no Waco Kungo só ouvimos radio nacional e é publica sinal vindo de Luanda e para no pequeno radio preto do Soba.

Por favor!

domingo, 3 de abril de 2011

Literatura; Teatro; Cinema; Direito... O artista de Abril

Neste mês faremos a divulgação e apresentação do artista em dois,  Edilson Jorge/Rosário Ngunza. Estes poemas fazem parte do seu baú.


Casa Velha
E lembro agora como esta
A vossa casa velha!
Aquela casa pobre aonde tantas vezes
Fiquei

Aonde vocês tantos anos viveram
E confidenciaram o vosso amor
Na vossa maneira de se amar
Sentados na varanda a beber
Um copo na frescura da figueira

A ouvir o som de um pequeno rádio
 Que com os seus ruídos, vós
Embalava e fantasiava mais a vossa imaginação
E assim as imagens alcoolizadas
Da vida que vocês sonharam na mocidade
Surgiam na ventania dos morros que vós
Circundavam
E na sombra das flores que perfumavam
A solidão do vosso amor

Hoje aquela casa velha
Continua no mesmo lugar!
Com as duas cadeiras na varanda
E a enorme figueira

Só os vossos sorrisos e o estalar
Dos copos nas anedotas do velho Adriano
Se calaram
Acabou a bebida, calaram as piadas
E enterram o vosso amor

Aonde quer que estejam
Na desconhecida morte
Sei que estão sentados lado a lado
A sorrir como sempre com um bom
Copo de vinho nas mãos.
                               Rosário Ngunza


Menina mulher


Tão linda e pequena
Tão fofa e sincera
Seu amor me tocou

Tão pura e serena
Pessoa pequena
O nosso amor não pode ser

Tão doce e amargo
Ingénuo e pecado
O nosso amor é proibido

Tão tristes e duras
Cereja secando
As tuas lágrimas queimaram
Um rosto tão frágil

Um dia encontraras
Um homem pequeno
Tão fofo e sincero
Seu amor te dará.
                       Rosario Ngunza

Sexta - Feira , O DIA DO HOMEM!!!

Coisas que só em Angola existe!
Sexta feira foi consagrado de algum tempo para cá como o Dia do Homem, como assim? É o dia em que os homens podem fazer de tudo, sair com amigos, tomar uns copos ate de madrugada e quem sabe ver umas miúdas por ali.
A quem defenda que o dia dos homens é puro machismo, mas a verdade, é que quando chega a boa sexta todos os homens angolanos estão com os olhos postos na rua, o telefone toca e o amigo pergunta- E comue!..
Logo todos ao anoitecer reunense numa roullote, num restaurante e ate ao ar livre ou em casa de um amigo com o barulho do gerador, la estão os Homens angolanos a cumprir o ritual da sexta feira.
As mulheres ficam em casa a espera dos seus parceiros, e as mais ciumentas saem mesmo com os parceiros e ficam a queimar banco ate de madrugada a ouvir as grosseiras conversas masculinas, porque homem fala de desporto, mulheres do outro, sexo em acção, politica activa, tamanho do pau, problemas conjugais. A conversa sempre animada, e cheia de humor que é carateristico dos Muangoles, muita das vezes termina em socos e bofetadas.
mas perguntem aos Zona 5 ou escutem a musica deste grupo e vão saber como são as sextas dos homens angolanos, uma forma diferente e nem de todo aceite por alguns; mas que já consagrado dia do homem.