A nossa literatura reflecte bem a nossa vivência, a nossa forma de estar e de perceber o mundo Africano em que vivemos, no teatro, cinema, musica e ate mesmo no jornalismo aquinbundado da nossa realidade.o contacto com a nossa literatura desperta em nós a angolanidade, nas poesias de António Jacinto( Monanga Bê) vemos o grito negro do angolano escravizado e humilhado, no conto de Assis Júnior( O segredo da morta de 1902) anos tão longincuos sentimos os bailes da antiga Luanda e seus amores escondidos, o feitiço e paixão de Nga Muturi e Só Bicheira, as tradicionais cenas humoradas de Wanhenga Xito em O mestre Tamoda e Os Discursos do Mesmo, a viagem pela sociedade angolana mais intelectual dos contos de Pepetela( a quem muita estima tenho pelo grande comandante Sem Medo, que me fez chorar em o Maiombe) o Alembamento de Óscar Ribas de retrata uma pratica casamenteira da nossa tradição que hoje é usada de forma deturpada fruto da miséria e fome que corrompe a nossa gente.
a imaginação de Eugénia Neto em e na floresta os bichos falaram, o medo estampado no conto de Rosário Ngunza em Na noite do Tic Tac... a nossa literatura precisa ser divulgada e vendida para mostrarmos ao mundo o que se faz de ficção na nossa terra, Holiwood tem perdido grandes motivos de Oscares, e a Humanidade grandes emoções escondidas nestes livros que são poucos, e vendidos em pequenos locais para grandes leitores.
Hoje ainda é extremamente difícil publicar em Angola, eu mesmo não tenho conseguido este prazer de fazer parte de uma editora na qual tenho grande estima por reunir uma malta de kotas que edificaram uma parte do meu EU escritor, senhores estou a falar do Xá de Caxinde do kota Jack e outros... A nossa Associação dos Escritores Angolanos e a sua Brigada jovem, ainda sente-se uma grande capa de ideologia politica na sua gestão que precisa ser banida e ser apenas o lugar da gente que escreve e cria.
não existe lugar para novos talentos, se existe é um para mil! Precisamos de encontros e debates sobre os livros e a visão dos novos escritores, a venda e distribuição pelo pais, criar salas de leituras e intercâmbio com outros povos e culturas( um abraço ao kota Azulai) fazer mais madrugadas como o Ondjack.
infelizmente não haveremos de voltar kota Neto do Adeus a Hora da Largada, a nossa literatura, precisamos é sim de começar a desenvolver a nossa escrita e expandir.
e nós aqui neste blog de sociedade, estamos expandir pelo mundo, o gosto e a vontade de vermos os nossos contos nas televisões e filmes do mundo.
ensinar a ler é dar uma nova vida a alguém, a literatura pode dar o seu contributo para o desenvolvimento desta sociedade. Vamos ler e buscar pela literatura angolana dos que escrevem bem, para se escrever bem é preciso sermos bons leitores.
as editoras, recebam e lêem as historias dos novos jovens, não olhem pela cara, cor de pele, ou condição social, olha para as letras que estão nas folhas, muitos kotas que tem publicado ultimamente nem conseguem dizer o que escreveram nas suas entrevistas!
da para pensar no livro de Paulo de Carvalho Ate voçe já não és nada...
viva a nossa literatura.

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