quinta-feira, 24 de março de 2011

para festejar a paz, uma letra para liberdade...

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Nasce Selvagem
Mais do que a um país
que a uma família ou geração
Mais do que a uma passado
Que a uma história ou tradição
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Mais do que a um patrão
A uma rotina ou profissão
Mais do que a um partido
que a uma equipa ou religião
Tu pertences a ti
Não és de ninguém
Vive selvagem
E para ti serás alguém
Nesta viagem
Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém
Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém
De ninguém

liberta a ti mesmo, não deixe que ninguém mude o teu caminho, esteja sempre contigo...aproveita enquanto há vida.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Kú Duro o estilo das ruas em Angola...

Quando começou era a dança dos bairros e musseques de Luanda, nas  sociedades mais estudadas e ´´civilizadas´´, era ruim ouvir o Ku duro!
As letras das musicas e o grande barulho das suas batidas, mostravam bem o sofrimento e a vida desorganizada que pairava nos bairros de onde imergiam estes músicos novos, o seu nível de escolaridade baixo e o barulho e a poeira dos locais de onde vinham as suas aspirações.
Assim o Ku duro, que já veio com um nome algo estranho, foi registado na delegação da cultura de Luanda pelo então seu fundador o musico Toni Amado, como o Cu Duro e foi aconselhado na altura a escrever com o K a palavra Cu para não ferir sensibilidades, coisas de angola!

O estilo foi crescendo e surgiu a figura mais mediática do estilo o animador Sebem, hoje rotulado como o dinamizador do estilo e verdade seja dita o é, tendo mesmo um programa no canal 2 da televisão publica de angola com o nome Sempre a Subir. Sebem no seu geito agressivo trouxe as makas no Kú Duro, cantar e falar da vida de outro musico de forma a estigar! estas estigas foram agradando os ouvintes  do estilo, e assim a musica por ter uma grande audiência na camada adolescente e crianças, foi parar a radio Luanda aonde ganhou projecção na capital e nas noites luandinas.
A sua dança é do mais criativo que o estilo tem, ja vieram com ele a dança do Açúcar, Momgoloi, Da Tuga, Do Melindro, Do Cambwa, Tchuco la Dentro...
A primeira cantora do estilo foi a angolana Fofando, que surgiu no mercado com muitas criticas e fez um grande sucesso a nível nacional com a sua musica Iniquidade Fora! Muitos músicos hoje tem o Kú Duro, uns ja com uma filosofia diferente de fazer as suas letras como é o caso do rapaz dos Combatentes Bruno M, que é a marca da nova geração do Kú Duro.
Hoje ate na Assembleia nacional se fala do Kú Duro, mas o estilo continua nos bairros e musseques de Angola, nos miúdos das ruas que desafiam quem dança mais! Nos cantores de todas as formas, de cabelos pintados, roupas estranhas e ate forma de falar que só os kuduristas sabem, as letras das musicas das mais disparatadas as mais humorísticas e artisticas.
o Kú Duro é o estilo mais popular de momento em angola, e levado para outras nações tem seduzido quem vê os seus bailarinos a praticarem as gingas do Kú que é Duro. 

domingo, 20 de março de 2011

O semba é nossa bandeira...





A nossa música e a sua poesia, a nossa gente retratada no POEMA DO SEMBA, de Paulo FFlores e Carlos Buriti.
O semba tem sido um veiculo de transmissão de ideias que visam o conbate a corupção, a ditadura e a pobreza na nossa terra.
O semba contribuiu e muito da sua forma para o fim da guerra em angola, os nosso músicos desde os tempos mais antigos, que tem vindo de forma muito peculiar, juntar as suas letras, o viver de um povo que ser desenvolvido!O semba é música e dança dos bairros e musseques, dos bailes e discotecas, o Semba é a nossa bandeira, um veiculo de união entre os angolanos de todas as provincias num pais multi cultural, de tchokwe, Kinbundos, Hereros e  tantos e tantos que cantam e dançam o Semba.
Que as nossas escolas de dança e música do futuro retratem o papel do semba na historia de angola, o semba de Bonga. Artur Nunes e bla bla...
O devido retrato do semba em livros e colectarias, a sua origem e papel social, artístico e politico, que continue o seu papel revolucionario e artistico, que traga mais cenas dos bairros e da politica angolana, que a gente dançe ate de madrugada nas farras e bualas de toda angola o SEMBA.







quinta-feira, 17 de março de 2011

...em busca de emprego.

Ja entreguei curriculos no valor de 200USD.

Acredito ser a hora de se pensar numa pensão para desempregados em angola, porque como as coisas vão, não haverá emprego para 50% dos jovens da minha geração se não forem estes pequenos serviços nas obras públicas e nas agéncias bancárias espalhadas um pouco por todo o país.

A geração que nos antecipa ainda agora esta a terminar os seus estudos e muitos deles estão no desemprego, logo a seguir vem a minha támbem a terminar os estudos e no desemprego e já a que nos segue támbem já procura emprego!!! Quem vai trabalhar, quem será priorizado se todos estamos com fome, e só queremos um emprego para pagar a renda e as elevadas propinas da faculdade. O executivo tem de ver já uma soluçáo para responder as necessidades humanas desta juventude sem emprego, porque o estado não tera capacidade de empregar todos, os privados vêem ao país já com funcionarios de seus países de origem e exploram as nossas riquesas e lavam consigo os lucros e nós então?

A realidade é crítica, a idade aumenta e a qualidade profissional é baixa, duque viveremos daqui a dez anos, como constituir familia e ter um tecto, mesmo que seja daqueles casebres que estão no Zango, precisamos de um subsidio de desemprego haver se abrimos támbem cantinas comercias como fazem os Malianos e outros no Martires do Kifangondo.

Os empretimos bancários são para quem tem um emprego, porque é preciso devolver depois o que se pede, mas como ter iniciativa se a própria politica social e politica não permite e apoia as iniciativas jovens.

É urgente criar-se um forum de discusão de formas de criar emprego e de apoio aos desempregados, porque temos ate antigos combatentes no desemprego, gente frustada e sem esperança no futuro, capaz de fazer de tudo para levar um pão a casa, não conseguimos sair de casa nos libertar dos nosso país porque não temos autonomia financeira e eles que já deviam estar a gosar do nosso esforço ate tem medo de ir a reforma, senão o que vamos comer la em casa!

Os jovens querem trabalhar, é só vermos todos os dias quantos jovens correm aos concursos publicos que se promovem, existe iniciativa de constituiçao de empresas no seio de muitos jovens, criem formas de auscultaçao e aproveitamento destas ideias, nós queremos contribuir para o surgimento de novos trabalhos, mas sem apoio o que fazer, viver em casa da mãe ate a reforma de desempregado.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Literatura angolana - Capuete Camundanda Capolocoso.

 A nossa literatura reflecte bem a nossa vivência, a nossa forma de estar e de perceber o mundo Africano em que vivemos, no teatro, cinema, musica e ate mesmo no jornalismo aquinbundado da nossa realidade.
o contacto com a nossa literatura desperta em nós a angolanidade, nas poesias de António Jacinto( Monanga Bê) vemos o grito negro do angolano escravizado e humilhado, no conto de Assis Júnior( O segredo da morta de 1902) anos tão longincuos sentimos os bailes da antiga Luanda e seus amores escondidos, o feitiço e paixão de Nga Muturi e Só Bicheira, as tradicionais cenas humoradas de Wanhenga Xito em O mestre Tamoda e Os Discursos do Mesmo, a viagem pela sociedade angolana mais intelectual dos contos de Pepetela( a quem muita estima tenho pelo grande comandante Sem Medo, que me fez chorar em o Maiombe) o Alembamento de Óscar Ribas de retrata uma pratica casamenteira da nossa tradição que hoje é usada de forma deturpada fruto da miséria e fome que corrompe a nossa gente.
a imaginação de Eugénia Neto em e na floresta os bichos falaram, o medo estampado no conto de Rosário Ngunza em Na noite do Tic Tac... a nossa literatura precisa ser divulgada e vendida para mostrarmos ao mundo o que se faz de ficção na nossa terra, Holiwood tem perdido grandes motivos de Oscares, e a Humanidade grandes emoções escondidas nestes livros que são poucos, e vendidos em pequenos locais para grandes leitores.

Hoje ainda é extremamente difícil publicar em Angola, eu mesmo não tenho conseguido este prazer de fazer parte de uma editora na qual tenho grande  estima por reunir uma malta de kotas que edificaram uma parte do meu EU escritor, senhores estou a falar do Xá de Caxinde do kota Jack e outros... A nossa Associação dos Escritores Angolanos e a sua Brigada jovem, ainda sente-se uma grande capa de ideologia politica na sua gestão que precisa ser banida e ser apenas o lugar da gente que escreve e cria.
não existe lugar para novos talentos, se existe é um para mil! Precisamos de encontros e debates sobre os livros e a visão dos novos escritores, a venda e distribuição pelo pais, criar salas de leituras e intercâmbio com outros povos e culturas( um abraço ao kota Azulai) fazer mais madrugadas como o Ondjack.
infelizmente não haveremos de voltar kota Neto  do Adeus a Hora da Largada, a nossa literatura, precisamos é sim de começar a desenvolver a nossa escrita e expandir.
e nós aqui neste blog de sociedade, estamos  expandir pelo mundo, o gosto e a vontade de vermos os nossos contos nas televisões e filmes do mundo.

ensinar a ler é dar uma nova vida a alguém, a literatura pode dar o seu contributo para o desenvolvimento desta sociedade. Vamos ler e buscar pela literatura angolana dos que escrevem bem, para se escrever bem é preciso sermos bons leitores.
as editoras, recebam e lêem as historias dos novos jovens, não olhem pela cara, cor de pele, ou condição social, olha para as letras que estão nas folhas, muitos kotas que tem publicado ultimamente nem conseguem dizer o que escreveram nas suas entrevistas!
da para pensar no livro de Paulo de Carvalho Ate voçe já não és nada...
viva a nossa literatura.

Carnaval da Vitoria

O carnaval é uma ideia que nasceu para que as pessoas podessem sair as ruas num dia diferente de outros e mascarados a sua meneira e escolha, e cantassem livremente, dancassem e emfim, o ser criança em 24 horas e mostrar outras personagens.
o nosso carnaval em engola, saia as ruas com os seus grupos e dançavam de porta em porta, trazendo a sua alegria e folia, lembro agora da musica de Ruca Van Dunem: Manhã de Domingo que ilustra muito bem os nossos carnavais de a bem pouco tempo. todos cacimbados, mal vestidos, com os pes cansados e famintos, mas dançando com ar feliz. para quem ja foi ver o carnaval no interior do país, lembra-se dos Tchinganji, figuras culturais que metiam medo as crianças, o velho Sanji que era o organizador do seu grupo, e era o que recolhia o dinheiro depois de o grupo parar numa casa e mostrar a sua alegria nas dancas e canções bem engalanadas.

os miudos corriam atras dos grupos pela cidade  afora, todos cantavam e dancavam a alegria do carnaval, viamos os nossos pais vestidos de forma diferente e a festa terminava tarde, nos bairros e musseques , ou nas farras nas cidades que nos levavam ate a quarta feira, o dia de encerrar o carnaval.
na minha terra tinha um bloco de animação do Instituto nacional de petroleo, que tinha um grupo criativo fantastico que se exibia com cores vivas, e parecia mesmo carnaval de uma angola do futuro, com Nelson Mandela a sair da cadeia e outras personagens vivas.

é uma pena, hoje os miudos ficam em casa indiferentes ao carnaval, ja não voltam para casa de noite a cheirar sovaco e com um dinheiiro no bolso que aquele tio que encontramos no desfile nos deu.

que saudade do carnaval da vitoria na banda, o carnaval precisa revolucionar-se e ser novamente o nosso carnaval de rua.

Manifestação pacifica.

Recebi uma mensagens de Email com o titulo: Manifestação pacifica!

ficamos todos emocionados com os acontecimentos que se seguiram na véspera do dia 7 de Março de 2011. Os jovens estavam preparados para marchar , numa conversa a meia noite no meio do musseque, alguns amigos ate chegaram a chorar, estávamos a viver um momento histórico!!!
mas fomos surpreendidos por discursos que tornaram a manifestação pacifica, numa manifestação de guerra garantida.
todos sabemos de ante mão que é manifestando que o povo exerce o seu direito a palavra a expressão. mas o que temos de reter com este movimento, é o nascimento de uma geração que vai exercer a sua soberania, porque pessoalmente fiquei chocado ao ver uma geração que lutou revolucionariamente pela nossa independencia, vir a publico, ensinarmos a pensar em guerra e intimidação.

sexta-feira, 4 de março de 2011

o cinema em angola.

Existe um grande problema no cinema em Angola que é o está a começar!
desde a era colonial que se fazem filmes em Angola, a industria nunca foi grande, mas a verdade é que existe cinema em angola desde a era colonial, e para certificarmos esta afrimação, é so vermos os cinemas adormecidos que hoje temos nas capitais de algumas provincias angolanas.

É preciso não continuarmos a atirar culpas a guerra, que em mais de 8 anos de paz, ja muito se poderia ter feito nesta área, muito do ponto de vista de restruturação dos cinemas deixados pelo passado e do aproveitamento dos novos cinéfilos e realizadores que surguem do nada com os seus filmes amadores e profissionais, para aqueles que têm a oportunidade de chegar mais longe.

Hoje temos um festival internacional, que fica com as salas vazias em cada edição da sua realização, quando as salas abafadas e adptadas pelos realizadores amadores ficam lotadas de publico! FILME: DIMA E A CASA DOS RAPAZES.
Temos de rever as politicas de divulgação do cinema nacional.
E dizer que o cinema não pode ser regido pelos politicos, politicos , mas pelos artistas e fazedores, porque são estes que vão acordar o adormecido mundo do cinema em Angola.O cinema é uma profissão meus senhores e não um simples Hobby.


É uma longa Metragem realizada por Edilson Jorge, semiprofissional, que esteve em exibição no cine place( Bellas Shoping) durante tres meses, teve uma repercusão possitiva.
O filme foi rodado em duas cidades( Porto Amboim e Luanda), num periodo de 8 meses.o filme conta a historia de DIMA, um menino de 13 anos que perseguido pelo seu pai acusado de feitiçarias vai parar as ruas de Luanda aonde conhece Kaieba outro menino vitima de maus tratos com quem passa a viver os perigos e a aventura das ruas agitadas da grande metropole Africana. Dima quer ser artista plastico e Kaieba sonha ser cantor de Kú Duro, mas na rua como chegar aos seus sonhos!

brevemente teremos imagens do filme no nosso blogue