sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Deixa que o Amor te leve de leve...

Porquê temos medo de amar, de nos entregar por completo neste sentimento Rei, o único capaz de unir e reunir pessoas, seres, momentos, sentimentos, afeições, corpos.
O amor sem definição própria anda pelo mundo em busca de unir os amigos, as famílias, os povos, os sonhos, as canções, os feitios, é preciso não termos medo quando vamos amar alguém, o amor não está para mudar as pessoas, como aquela ideia pré concebida da pessoa perfeita, o amor até gosta e tem a mania de unir os oposto porquê pelo amor se fundem os corpos e se revelam as calorias.
é o amor que transforma e torna a  paciência atenta para a mudança do outro, o amor de um lidere, de um verdadeiro amigo, da nossa mãe, dos que nos dão força, daqueles que sofrem por nós, daquele a quem chamamos de amor.
os símbolos deste sentimentos estão no abraço sincero, num beijo, num sorriso ingenuo, num conversa feliz.
Sim o amor nos faz sentir a dor de quem precisa e fortalece o renascimento de novas pessoas que se perderam na estrada, é preciso cultivar todos os dias o amor.
Num copo de cerveja sentados na beira da estrada, falamos de política e coisas sem importancia mas os nossos olhos não saiam da saia dela...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

nós os que crescemos em tempo de guerra.

Pensamos que fomos felizes na nossa infância ingénua, de escutar tiros e bombardeamento, de ver na televisão as mortes no Huambo ou as mais sangrentas imagens que nos chegavam do Kuito, era até prazeroso ver gentes naquela situação. Mas o que não sabíamos na nossa pouca visão é que ´´estavam´´ a atrasar o nosso futuro numa guerra em que não tomamos partidos porquê nem a palavra escrutinio sabíamos pronunciar.
Atrasaram sonhos, projectos, realizações, encontros, conversas, palavras, ideias, tudo ficou para se viver num tempo curto e sem esperança. Mas o maior atraso mesmos é o de não nos darmos conta de quanto estamos atrasados e assim continuarmos a atrasar o atraso. queremos simplesmente construir uma casa de tijolos e beber cerveja aos finais de semana, e depois discutir quem mais bebe, sabendo que estamos endividados com o banco e com a vida porquê serão os nosso filhos que voltaram a viver o atraso se nós os do tempo de guerra não começarmos a construir a aceleração solida para um futuro em que aqueles que chegarem num tempo em que já não estaremos aqui, possam desfrutar de um lugar melhor que o nosso e possam assim se orgulhar de nós os dos tempos de guerra, que brincamos com balas e vimos ao vivo os filmes de guerra que o nosso Governos deixa ser exibido as grandes e francesas nas nossas televisões e o melhor é que nos gostamos de ficar a assistir enquanto alguns poucos que sempre correram continuam a viver no futuro e nós os da guerra na nova guerra que se levanta para as gerações futuras de atraso e subdesenvolvimento.